quarta-feira, julho 30, 2008

XVIII

Um caso

Às nove horas da noite
Ele batia na sua porta
Entrava e ela despia-se
Sem muito papo
Depois de alguns minutos
Acendiam os cigarros

Conversavam e mentiam um para o outro - a sinceridade sempre foi cruel para os dois -
E quando ele sentiu-se enganado
Cuspiu na alma dela e se fez de palhaço
E novamente
Caiu em seus braços

Sendo assim ele cortou-a profundamente
Ao deixar ela pensar que era esperta
Sabia que no fundo ela tinha o desejo de amar
Nem que fosse por alguns minutos

Ele usou o corpo dela mais uma vez
e foi embora
Enquanto ela se remoía de dor
Por não ter sido
A primeira vítima



R. Miranda

Nenhum comentário: